04/07/08
O Coletivo Marcha da Maconha do Rio de Janeiro está convocando um apitaço pela liberdade de expressão para a próxima segunda-feira, 7 de julho a partir das 10h em frente ao 4º Juizado Especial Criminal (JECRIM) no Leblon.
Neste dia será a primeira audiência do processo contra o Gustavo, advogado detido no dia da Marcha da Maconha de 2008 no Rio de Janeiro.
02/07/08
Apitaço do Gustavo, advogado preso com cachorrinha na MARCHA DA MACONHA 2008
Apitaremos pela liberdade de expressão e pela liberação do manifestante que estará numa audiencia na 14°DP.
Segunda-feira, 07/07, na 14° DP Leblon, (proximo ao Sopinhg Leblon) às 10:00 horas da manhã.
Apitos serão destribuidos de graça.
Chamem seus amigos!
02/07/08
do fórum Marcha da Maconha
Vitor Pordeus
Médico pesquisador do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Pró-Cardíaco e do Center for Autoimmune Diseases, Sheba Medical Center, Tel Aviv University, Israel.
“A parte maior de nossa população é mantida numa bruma luminosa de afirmações e superstições antigas, por seus padres, príncipes e donos de terra, que esconde as maquinações dessa gente…
…O nosso recurso novo, a dúvida, encantou o grande público que arrancou os telescópios de nossas mãos e apontou-o para os seus carrascos”
Bertold Brecht em Vida de Galileu.
Pode até ser surpreendente, mas a “satanizada” maconha é um dos mais antigos remédios utilizados pelo homem. Seu cultivo e consumo pela humanidade são tão antigos que torna difícil determinar sua origem exata. O registro mais antigo é de aproximadamente 4000 antes de Cristo na China e sua origem, acredita-se, é na Ásia central. A primeira evidência de sua utilização médica data de 2737 a.C., quando o imperador chinês Shen Nung, também descobridor do chá e da efedrina, descreve as suas propriedades terapêuticas, em um compêndio de ervas medicinais chinesas. Na medicina ocidental, a introdução da erva ocorreu em 1839 e é atribuída a William O’Shaughnessy, médico-cirurgião britânico, que trabalhou na Índia. O Dr. O’Shaughnessy descreve então as propriedade analgésicas, estimuladoras de apetitite, inibidoras de vômito, relaxantes musculares e anticonvulsivantes da cannabis. A partir daí, houve uma importante expansão de sua utilização no império britânico, culminando no ilustre caso da própria Rainha Vitória, que utilizava maconha para o alívio de suas dores menstruais. Em 1854, a maconha é listada na farmacopéia dos Estados Unidos e é vendida livremente nas farmácias do ocidente, permanecendo assim por mais de 100 anos.
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