13/11/08
do Blog SobreDrogas
Na Guerra, fala-se de estratégia e de tática. A primeira define o objetivo maior que se quer alcançar. A segunda propõe os caminhos para chegar lá. A guerra às drogas é uma tática para alcançar o objetivo estratégico proposto pela ONU em 1998, de UM MUNDO SEM DROGAS. Passados dez anos, não há como negar, vê-se que as táticas empregadas não funcionaram. A produção na América Latina não diminuiu, o consumo aumentou, o produto se diversificou, o preço caiu. E mais, conseqüências inesperadas aconteceram. Espalhou-se o crime organizado, fortalecido pelo controle do negócio proibido.
Tática errada? Acho que não. É a estratégia que nos fez mal. A ONU, sob liderança do governo dos EUA, fez a pergunta errada e nos jogou a todos num caminho sem saída, um círculo vicioso e violento. Ao invés de sonhar com um mundo sem drogas, sonho que se tornou pesadelo, é melhor perguntar sobre como conviver com elas - reduzir os danos que possam causar e cuidar do bem que por ventura possam estimular. É tempo de acabar com essa guerra!
* Rubem César Fernandes é antropólogo, diretor-executivo da ONG Viva Rio e colaborador do blog Sobredrogas
11/11/08
Assinado por: Movimento Mudança
A cannabis está enraizada na cultura de diversas sociedades do globo e segundo o Relatório Mundial sobre Drogas da ONU de 2007, ela é utilizada por 3,8 % da população mundial (aproximadamente 160 milhões de pessoas). A criminalização da maconha impede a utilização de seus valores terapêuticos e homeopáticos, favorece o narcotráfico e a violência e dificulta a construção de políticas públicas para o tratamento de usuários e a prevenção.
A hipocrisia do estado brasileiro de colocar a culpa no usuário pela manutenção do tráfico de drogas inverte a ordem de prioridades, e a repressão e o autoritarismo falam mais alto do que a discussão sobre respeito das liberdades individuais e os efeitos da droga na saúde das pessoas. Nunca houve casos de overdose causada pela maconha, além do que, a droga é utilizada para tratamento do câncer e da Aids em casos mais graves.
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06/11/08
do portal O Globo
RIO - Um adolescente de 16 anos acusou de tortura três militares do Exército que o teriam flagrado consumindo drogas dentro de um quartel em Realengo. Segundo o relato do jovem a policiais da 33ª DP (Realengo), os militares o teriam agredido bastante e queimado com uma substância ácida, antes de liberá-lo. O jovem contou que os militares jogaram ácido no corpo e no olho esquerdo dele. Em seguida, eles teriam ateado fogo ao rapaz. Ele acrescentou que também foi torturado e levou choques. O menor está com queimaduras em 70% do corpo e corre o risco de perder parte da visão do olho esquerdo.
Ele contou que, na quarta-feira, por volta das 15h30m, pulou o muro da unidade militar com um amigo de 20 anos para fumar maconha. Os dois acabaram descobertos pelos militares, mas apenas o menor foi punido. Seu amigo teria conseguido fugir. Depois de ser liberado, bastante machucado, o menor teria procurado assistência no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo.
Medicado, ele foi à delegacia do bairro para registrar queixa contra os militares. De lá, seguiu para casa com sua mãe. Segundo os policiais, o jovem apresentava grande parte do corpo queimada. Eles acionaram a polícia do Exército para que encontrasse os militares e os levasse para prestar depoimentos.
Durante a madrugada, familiares do rapaz disseram que, além de muito machucado, ele estava bastante abalado. O jovem está no IML de Campo Grande para fazer exame de corpo delito.
O caso está sendo investigado pela 33 ªDP (Realengo).