Porque reabrir o debate sobre a maconha?

26/04/08

O que é maconha?

Maconha é o nome de uma planta, isso parece óbvio para alguns, mas grande parte da sociedade brasileira está acostumada a associar esse nome ao fumo usado de forma recreativa por milhões de pessoas do mundo inteiro e que no Brasil recebe o mesmo nome da planta.

Porém a maconha não serve só para produzir fumo, feito apenas a partir das flores das plantas fêmeas da espécie. Diversas outras partes da planta são utilizadas em países como E.U.A, Inglaterra, Espanha, Chile, França, Suíça, Holanda, Canadá e muitos outros para produzir fibras têxteis das mais variadas qualidades, óleos bio-combustíveis, estruturas para construção civil, peças automotivas, cosméticos, medicamentos, alimentos, entre outros produtos.

Antes da proibição do seu uso e cultivo em 1932, o Brasil tinha uma vasta e lucrativa indústria baseada na matéria-prima têxtil extraída das fibras vegetais da maconha e em medicamentos que teve início ainda no século XVIII. O tipo de política pública que foi instalada na década de 1930, que pretende extinguir não apenas a maconha enquanto fumo usado de forma recreativa, mas também enquanto espécie vegetal fez o Brasil não só perder quase 80 anos de acesso à planta para realização de pesquisas e aplicações clínicas, mas também excluiu o país, com vasto potencial produtivo, do mercado internacional altamente lucrativo baseado nos produtos não psicoativos do vegetal que se mantém até hoje.

E Porque pedir mudanças nas Políticas Públicas e Leis sobre a maconha?

Além das atuais políticas públicas e leis brasileiras sobre a maconha não darem conta de regular os usos não-psicoativos da planta, atrapalhando o desenvolvimento econômico e científico e privando diversas pessoas de uma possibilidade terapêutica para suas enfermidades, elas dificultam ainda mais o diálogo entre os agentes do Sistema de Saúde e a pequena parcela de pessoas que usam a planta e têm problemas por isso. A grande maioria das pessoas que usam as flores da maconha não tem problemas de saúde causados pelo hábito, mas sim problemas relacionados com o status legal da planta e com o preconceito.

Leis e Políticas que causem mais danos do que a conduta que pretendem coibir, atuam de forma no mínimo contraditórias, isso se torna ainda mais grave quando seus objetivos deveriam ser preservar a Segurança e Saúde Pública tanto das pessoas que já usaram ou não maconha. Considerar criminosa uma pessoa adulta que usa maconha como droga recreativa, planta sagrada, medicamento ou para qualquer outro uso não ajuda em nada na tarefa de mantê-la saudável ou de assegurar seu bem estar e acesso a cidadania.

O Estado Brasileiro não considera crime diversas condutas que podem causar tanto ou mais danos do que o usar maconha, como consumir em excesso açúcar, comidas gordurosas, álcool, tabaco, fazer sexo sem preservativo, entre outras. O entendimento é de que tornar criminoso todo cidadão que atenta contra a sua própria saúde não ajuda em nada e só causaria um colapso nos Sistemas Judiciário, Policial e Penitenciário.

O cruzamento entre os dados estimados de pessoas que já usaram maconha ao menos uma vez na vida no Brasil e a capacidade do Sistema Penitencial é apenas uma das formas de conhecer o quão utópica é a idéia de considerar como criminoso todos os cidadãos que usaram ou usam maconha.

E porque pedir a Legalização?

Quando se usa o termo Legalização acabamos esbarrando no fato de que atualmente essa palavra carrega um estigma tão grande quanto o termo droga. No entanto, é necessário dizer que Legalização essencialmente significa “fazer com que uma conduta seja regulada por uma Lei específica”. A planta maconha é proibida de existir no Território Brasileiro e quem a cultiva ou carrega consigo, mesmo que em pequena quantidade para consumo próprio é considerado um criminoso, ainda que pela Lei não haja mais pena de restrição à liberdade. No entanto, na prática, até mesmo a conduta de distribuir panfletos para divulgar o trabalho de um Movimento Social que fala sobre maconha pode acarretar autuação por “crime de apologia ao crime” e muitas pessoas que plantam para seu consumo próprio são confundidas com distribuidores não-autorizados (traficante) e podendo pegar pena de até 15 anos de prisão.

Em diversos países como Austrália, Espanha, Canadá, Suíça, Holanda e alguns estados dos EUA, instrumentos jurídicos variados são adotados com o objetivo de regular as condutas relacionadas com o uso e cultivo de maconha para consumo próprio e de podar e punir os excessos, com resultados muito mais eficientes do que no Brasil. Essas iniciativas podem ser consideradas Legalizações, porque buscaram lidar com as suas realidades singulares com Leis específicas.

Quando se fala em Legalização, portanto, não se estamos sugerindo passar a tolerar a venda de maconha de qualquer forma e para qualquer pessoa, isso não existe em nenhuma experiência internacional. Retirar a produção, comercialização e distribuição das mãos de pessoas envolvidas com crimes violentos e entregar às forças de mercado capitalista de livre concorrência não resolvieria o problema de conter a violência produzida pelo mercado criminoso da planta nem o problema de acesso à saúde das pessoas que necessitam.

Só faz sentido usar o termo Legalização quando se referido a alguma experiência concreta como as já citadas ou proposta de regulamentação construídas em diálogo com todos os setores interessados da sociedade civil, avaliando em equipes multidisciplinares todos os dados científicos atualmente disponíveis sobre a planta e seu uso e levando em consideração tanto o histórico das Leis, Políticas Públicas e Tratados Internacionais sobre Drogas quanto o das experiências do gênero em outros países.

O Coletivo Marcha da Maconha Brasil não tem a pretensão de querer propor unilateralmente um modelo que consiga melhores resultados do que o proposto pelos políticos brasileiros da década de 1930 e reproduzidos até hoje. Mas temos certeza de que existem formas mais eficientes de garantir acesso à Segurança, Saúde Pública, Bem Estar, Cidadania e diversos outros direitos, tanto às pessoas que usam maconha quanto às que não usam.

O desafio lançado é para que essas Políticas Públicas e Leis possam ser discutidas e elaboradas de forma mais transparente, justas, eficazes e pragmáticas, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos.

E porque o nome “Marcha da Maconha”?

Como dissemos no início, maconha é apenas o nome de uma planta, com muito mais utilidades e possibilidades do que apenas produzir fumo. Poderíamos chamar de Marcha da Cannabis sativa, em alusão ao nome dado por Carl Lineu no séc. XVIII e adotado por muitos cientistas; ou chamá-la de Marcha da Diamba, nome mais comum usado por comunidades camponesas do nordeste até a década de 1950. Poderíamos até mesmo escolher qualquer um dos milhares de nomes que ela tem em todo o mundo, ou escolher um entre as dezenas de nomes brasileiros.

A alta carga pejorativa que o termo maconha assumiu na história brasileira se deve principalmente à intensa campanha de associação da planta às populações social e economicamente marginalizadas de origem negra e indígena, do norte e nordeste do país, oriundas de tradições onde a planta era considerada um ser sagrado que, quando usada com sabedoria e dentro das regras não era em si maléfica ou danosa, podendo ajudar até mesmo a tratar e curar doenças.

Ao usar o termo Maconha, nossa intenção não é afrontar a moral ou os costumes de nenhum dos diferentes setores da sociedade brasileira, mas lembrar que a planta ou seus usos não podem ser entendidos ou discutidos de maneira simples. Afinal, é sempre bom reforçar que foram princípios autoritários, etnocêntricos e reducionistas que trouxeram o país à situação atual no qual nem o consumo diminui, nem se consegue levar saúde aos cidadãos e a violência relacionada ao mercado produtor e distribuidor só faz crescer.

Queremos apenas de promover a reflexão sobre o quanto ainda muito precisa ser trilhado para que informações tão simples e difundidas em todo o mundo, como o fato de que a maconha não é apenas fumo, possam tornar-se conhecimento público.

Os caminhos possíveis de serem percorridos podem ser longos, difíceis, e apresentar muitos percalços, mas se admitimos que o lugar e a situação onde estamos é péssima, um dia iniciar a caminhada por outros rumos torna-se uma necessidade imperativa.


Coletivo Marcha da Maconha Brasil
www.marchadamaconha.org

contato@marchadamaconha.org

24 Comentários

  1. olha galera, tao de parabéns, artigo bem escrito, objetivo, justo. Parabéns pra equipe!! falow - curitiba - largo da ordem 04 de maio to lah!!!




  2. Considero muito importante a iniciativa do coletivo em contextualizar e definir conceitos sobre o debate da legalização da Cannabis sativa.

    Um movimento revolucionário precisa ser bem desenvolvidos na idéia e é imprencidível que os ativistas sejam instruídos sobre o tema, se não estaremos falando de massa de manobra, o que desmoraliza e disvirtua os objetivos do movimento.

    Espero encontrar-los no rio domingo! E aos colegas de outros estados: que a fumaça os guie à vitória!

    Abraços,

    Yuri




  3. Também achei muito bem redigido o artigo. Bem embasado, direto, objetivo e de alto teor político, social e científico. A iniciativa da Marcha, independente de qual nome se dê a ela, é ousadíssima e polêmica, por isso precisamos de cabeças pensantes e pessoas de fibra, que estejam realmente interessadas na LEGALIZAÇÃO, que nada mais é a regulamentação LEGAL de determinada conduta, muito bem dito pelo autor do texto. Vale ressaltar que esse interesse pela legalização, tanto pode ser pelo uso recreativo quanto qualquer outro fim a que se destine (medicinal, têxtil). Independente de ser usuário ou não, convide seus amigos e familiares (se não for sujeira hehehehehe) para a Marcha. Aposto que os conceitos acerca da maconha serão outros. E se puderem vão ao Seminário também!! De 5 a 9 de Maio!! Valeu!!




  4. me parece haver um engano pois o Brasil é signatário de um documento da onu, no qual fica claro que não permitirá o consumo de determinadas substâncias, acredito que a lei atual já é um caminho enquanto os estudos científicos cheguem a mais conclusões sobre o uso da cannabis, da mesma forma não é simples a tal “liberalização”, estou com o Gabeira, enquanto o estado não der conta, sou contra a liberação.




  5. Oi Paulo,

    Colocando a questão dessa forma parece simples. Mas se simplificarmos poderíamos também perguntar:

    Se foi “liberado” de 1500 a 1932 sem graves conseqÜências porque resolveram proibir em 1932, sem qualquer estudo ou discussão sobre os impactos da proibição no resto da sociedade?

    E mais, porque então, já que não estamos dando conta de lidar com a realidade atual, não buscamos introduzir mudanças mais profundas…




  6. Interessante as opiniões colocadas neste site.Esperar o Estado, como deseja o ilustre Paulo Seixas é voltar a 1641, epoca do Leviatã(Grande Dragão) do Tomas Hobbes.Só os americanos podem e devem pesquisar a Cannabis Sativa e depois comercializar como medicamentos?, a exemplo do Marinol quanto o Nabilone.Produzidos e comercializados legalmente nos Estados Unidos e Canadá.Estudos cientificos nas Universidades de Israel,Inglaterra,Canadá e EUA, estão sendo desenvolvidos sobre o THC e sua terapeutica em pacientes portadores de Galucoma, Asma, e os efeitos analgesicos e antinflamatorios deste componente da Cannabis.Entendo que o Brasil deve cientificamente pesquisar a terapeutica da Cannabis Sativa.Articulistas estão se baseando em pesquisas realizadas em 1959.Quanto a Legalização ou Liberalização, debates devem ser realizados. Menos na Camara Federal onde numa semana foi proibido vender bebida alcoolica nas Brs e semana depois por pressao das fabricas de bebidas alcoolicas, foram liberadas e a medida provisoria modificada.Os acidentes de transito com obito (pedestre ou condutor) segundo dados do Denatran estão relacionados ao abuso de bebidas alcoolicas.Dados Cientificos.Apesar disso. tomar uns tragos, embebedar-se, dirigir, matar ou morrer, no Brasil é legal.Estes escritos não são apologia ao uso abusivo de drogas.Não fere a legislação.Apenas opina cientificamente sobre tema tão polemico atualmente.Sugiro que politicos,religiosos,pais, leam mais. E leam revistas e livros cientificos para não dizer, com intuito de aparecer na midia, BOBAGENS.Dr Jair Miranda-Sanitarista-Autor do livro OVERDOSE e pesquisador na area de saude publica.Paraiba




  7. Caro Jair, me parece o seguinte já temos problemas demais com as drogas ditas legais, por que então mais uma, por que liberar a maconha, para depois ser outras drogas, a Holanda muito cidada pelos que defendem a liberalização teve um boom de uso que causou probemas àquela nação, a questão não é esperar o Estado, o estado em 1641 não era como hoje, você deve sber disso, bem como deve saber quem diise que foi liberado entre 1500 à 1932, penso firmemente não estarmos preparados para mudanças profunda, bem como entendo que no momento atual existem coisas mais importantes do que liberar a maconha, um abraço.




  8. “quem diise que foi liberado entre 1500 à 1932?” Ora meu caro, a historiografia brasileira…. Procure se informar…

    “no momento atual existem coisas mais importantes do que liberar a maconha…”
    Hum… Tipica mentalidade de neoliberal. Primeiro vamos deixar o bolo crescer muito, só depois nós repartimos igual. Não vamos lutar, pressionar, discutir, vamos esperar que as coisas se arruman…. Será?




  9. Estava lendo as divagações sobre a legalização do plantio dessa espécie em particular.
    Os argumentos são interessantes e grandemente simplestas, já que consideram que toda a produção será destinada exclusivamente para produção textil e fabricação de alimentos.
    Qualquer um que mexe com números vai prestar atenção em quanto as indústrias texteis deverão pagar pelo produto, quanto a indústria farmacêutica irá pagar e quanto a indústria das gdrogas pagará.
    O agricultor irá escolher pelo melhor preço, e seria muita ingenuidade achar que seria diferente, veja entre as drogas já legalizadas, o fumo e a bebida, o alcool pode ser usado para combustível, mas a grande maioria é destinada ao consumo de pessoas, não de veículos.
    Temos que ver também quanto a indústria têxtil teria que investir na adaptação de seus equipamentos para o uso dessa fibra e não o algodão e a linha. Além no investimento na aquisição de equipamentos que transforme a planta em fios.
    Temos que levar também em consideração os possíveis benefícios medicinais dessa planta, já que, no Brasil, existem milhares de plantas de uso popular e não estão catalogadas e não são usadas pela indústria.
    O mais interessante no que se refere à saúde é que o povo não é levado a ter uma vida saudável, é levado a crer que podem destruir-se que a medicina concerta… A maior parte das doenças são causadas pelos próprios hospedeiros, que caso se alimentassem bem, fizessem exercícios e não abusassem do uso das drogas legalizadas, teriam uma vida saudável.
    No site http://www.directory.com.br eu encontrei diversos tipos de drogas e suas consequências, a maconha obviamente está lá, as consequências, apesar de mais leves, existem e serve como porta de entrada para outras drogas mais pesadas.
    Creio que esta discução e principalmente essa passeata tem objetivos não exatamente claros e principalmente consequências imprevisíveis…




  10. Está claro que, no Brasil, a liberdade de expressão não está assegurada. Temos visto a imprensa livre ser sistematicamente atacada, por via Judiciária, por políticos corruptos que não desejam ser descobertos (p. ex. mensalão) e agora isso - o aparelho policial e a Justiça atacam cidadãos que expressam opinião diferente da norma. O Brasil já censurou o YouTube para a nação inteira porque uma modela deu o rabo numa praia pública.

    A única solução para grupos de ativistas escaparem da censura à liberdade de expressão é aprenderem a usar tecnologias que protejam seus direitos.

    Por favor, aprendam a usar a freenet. A freenet forma uma rede par-a-par (P2P) ou ponto-a-ponto (isto é, descentralizada) que usa criptografia. Dessa forma, fica impossível saber o IP de quem postou, de quem trocou informações. É possível a troca de e-mails entre os participantes da Freenet sem que a mensagem possa ser decifrada por terceiros ou interceptada.

    http://freenetproject.org/

    A instalação é muito simples (cliques, cliques e iniciar o navegador).

    Cada ativista que puder deve criar um nodo. Amigos devem indicar ao amigo qual seu nodo. Assim, se cria uma darknet. A darknet não é identificável como tal, por quem olha de fora.

    A documentação está em inglês, mas é só questão de pedir ajuda ou submeter traduções para o pessoal da Freenet.

    Por favor, informem-se.

    Este país está sob constante censura e ataques à liberdade de expressão, sempre via o Judiciário, citando leis velhacas e de espírito autoritário.

    Desejo viver num país onde quem pense o oposto de mim tenha o direito de se expressar. Isso garante que eu possa expressar o oposto de que outros pensam. Ao defender seu direito, estou assegurando o meu.

    Obrigado.

    Ass: José Tavares

    PS: meu nome é “anônimo.”




  11. Está claro que, no Brasil, a liberdade de expressão não está assegurada. Temos visto a imprensa livre ser sistematicamente atacada, por via Judiciária, por políticos corruptos que não desejam ser descobertos (p. ex. mensalão) e agora isso - o aparelho policial e a Justiça atacam cidadãos que expressam opinião diferente da norma. O Brasil já censurou o YouTube para a nação inteira porque uma modelo deu o rabo numa praia pública.

    A única solução para grupos de ativistas escaparem da censura à liberdade de expressão é aprenderem a usar tecnologias que protejam seus direitos.

    Muito em breve, devido a brecha fascista que a legislação brasileira autoritária permite, vocês terão a PF e a ABIN no seu cangote.

    Por favor, aprendam a usar a freenet. A freenet forma uma rede par-a-par (P2P) ou ponto-a-ponto (isto é, descentralizada) que usa criptografia. Dessa forma, fica impossível saber o IP de quem postou, de quem trocou informações. É possível a troca de e-mails entre os participantes da Freenet sem que a mensagem possa ser decifrada por terceiros ou interceptada.

    http://freenetproject.org/

    A instalação é muito simples (cliques, cliques e iniciar o navegador).

    Cada ativista que puder deve criar um nodo. Amigos devem indicar ao amigo qual seu nodo. Assim, se cria uma darknet. A darknet não é identificável como tal, por quem olha de fora. Os amigos devem ser integrantes do forum que se conheçam na vida real e que confiem uns nos outros. Com 5 nodos a rede darknet se instala. É possível trocar e-mails de forma segura via freenet.

    A documentação está em inglês, mas é só questão de pedir ajuda ou submeter traduções para o pessoal da Freenet.

    Por favor, informem-se.

    Este país está sob constante censura e ataques à liberdade de expressão, sempre via o Judiciário, citando leis velhacas e de espírito autoritário.

    Desejo viver num país onde quem pense o oposto de mim tenha o direito de se expressar. Isso garante que eu possa expressar o oposto de que outros pensam. Ao defender seu direito, estou assegurando o meu.

    Obrigado.

    Ass: José Tavares

    PS: meu nome é “anônimo.”




  12. é um vergonha e deveriam estar todos preso, e alem dissso com chibatadas de cipo de boi




  13. Vocês deveriam parar de pensar em se drogar e pensar em trabalhar, ou construir alguma coisa. Esse negócio de maconha já era, isso ficou perdido lá na era hippie. Se vocês não suportam a realidade em que vivem, são fracos para se aguentarem, se matem, a sociedade não pode ser onerada pelos problemas psicológicos de filhinhos da classe média desocupados e irresponsáveis.




  14. Grande comunista Sergio Vidal: não tinha droga permitida na União Soviética não, se você hoje consegue ir no cambio negro comprar droga de traficante isso se dá graças as liberdades econômicas e civis das quais você e seus amigos traficantes gozam sob um regime liberal. No mundo socialista um traficante não conseguiria nem depositar o dinheiro lucrado com a venda da droga, logo, ninguém se arriscava a mexer com isso.




  15. É lamentável um evento desse porte nas nossas ruas brasileiras, inúmeros são os pais que têm perdido os seus filhos para a criminalidade e também vitimas e autores de homicídios, assaltos e etc por causa do uso das drogas de toda a natureza.
    Façamos uma enquete no país e vejamos quais foram os benefícios que as drogas trouxe para a nossa sociedade? RESPOSTA : NENHUM BENEFÍCIO!!! Portanto haveremos de entender que temos coisas mais importantes para defender do que caminhada de maconha, em um país que está buscando banir o cigarro da população, eis que surge quem deseje difundir apologia ao uso das drogas, sinceramente vão procurar o que fazer, pois se vocês tivesse perdido algum ente querido para as drogas vocês jamais empunhariam esta bandeira!!!




  16. Vocês que estão desejando “se expressar” com caminhada da maconha, deveriam procurar estudar e tentar influenciar para juntos mudarmos os rumos do nosso país, suprir a necessidade daqueles que estão passando por dificuldades. Tenho certeza que vocês como dependente quimicos, dependente das drogas e usuário delas estão tentando buscar uma oportunidade para explicitar um moviimento decadente, o grito dos perdidos e fracassados.
    Ainda bem que aqui na Bahia tem lei e lugar de usuário de drogas e traficantes é no XADREZ da DTE com passagem expressa para o presídio de Mata Escura e Penitênciária Lemos de Brito, lugar de vagabundo é no presídio estamos nós aqui perdendo o nosso tempo em querela com pessoas desse nível!




  17. Maconha não é quimica, é vegetal.




  18. Pois é raimundo e estamos aqui pra pedir pro governo uma solução,

    pois essa de proibir deixando o crime lucrar sem concorrência nos maconheiros sabemos que é foda!

    Só que se o senhor pode beber sua cervejinha eu quero poder fumar um fininho,
    isso não vai me fazer roubar não, tem viram pdicopata e nem vou querer cheirar pó por que
    fumei não…, isso é conversa!!!!

    O senhor já viu na tv aguem morrer de over dose de machonha?

    numca vai ver por que isso não acontece!!!!
    ela é uma planta senhor Roberto foi feita pela natureja, a bebida foi feita pelo homen e tá ai matando mais que traficante!!!

    Eu era cervejeiro hj não posso mais beber,

    quero ter o direto de fumar sem ter que comprar com traficante será que é pedir muito…, isso prejudica em que a sociedade?
    Aliaz ajuda pois não quero que um traficante compre armas com ele,
    mais tambem não adimito alguem querer me prender sem eu estar prejudicando a saude de ninguem a não ser a minha quando fumo!!!




  19. Concordo plenamente! Acho a maior hipocrisia as pessoas que bebem serem preconceituosas em relação a maconha, bebida faz a pessoa perder a cabeça de verdade, maconha chapa e da fome, no max da esquecimentos. Mas será que no Brasil legalizar seria o melhor? O governo venderia? São perguntas que me faço sempre. Acho que o mais importante é acabar com a idéia que fumar maconha é crime.




  20. Devemos respeitar as diferenças, e respeitar a escolha de cada um. Tem tanta gente que se diz certinho, e é uma pessoa desonesta, não respeita o próximo, fica cuidado da vida alheia, que não ta nem aí para a natureza,não conhece direito os filhos por não conversar direito com eles, beber e achar que maconha é crime, isso é uma baita de uma hipocrisia barata, acho que essa Marcha não é uma apologia não e sim uma forma de expressão, somos livres para fazermos as escolhas e caminhos que queremos seguir, e devemos cuidar da nossa vida e não ficar preocupados com o que as outras pessoas fazem ou pensam, na hora do sufoco ninguém aparece, então pra que se preocupar com pessoas que não tem o que fazer da vida e ficam cheias de preconceitos baratos, e queria que antes delas julgarem qualquer pessoa pensem se sua verdade é realmente a boa, e por que você está certo, tudo depende do ponto de vista de cada um.

    “Não procure defeitos nos planos de outro homem, a menos que tenha um melhor para oferecer.”




  21. É triste saber que infelizmente existem muitas pessoas que pensam iguais ou semelhante ao RAIMUNDO aí de cima… preconceito é crime sabia Sr. Raimundo?
    Você não conhece todos os usuarios para afirmar que são todos vagabundos!!!

    Você diz que as drogas não trouxeram nehum beneficio para a sociedade… ora, por favorrrrrr…. quantas coisas na soiedade não trazem beneficio e nem por isso são proibidas??

    A proibição da maconha é que realmente não traz nehum beneficio, pelo contrário, só faz ajudar a engordar cada vez mais os bolsos dos traficantes….
    e alias…
    se você tivesse um perdido um parente para o mundo do trafico, ou pela violencia que em grande parte é “patrocinada” pelo tr[afico.. voce não perderia seu tempo escrevendo bobagens e pensamentos preconceituosos….

    “Ainda bem que aqui na Bahia tem lei e lugar de usuário de drogas e traficantes é no XADREZ da DTE com passagem expressa para o presídio de Mata Escura e Penitênciária Lemos de Brito, lugar de vagabundo é no presídio estamos nós aqui perdendo o nosso tempo em querela com pessoas desse nível!”

    pois é, aí devia ter lugar para pessoas preconceituosas como você também Sr. Raimundo.

    Parabéns a todos os organizadores, colaboradores e admiradores dessa causa..

    O mundo precisa acordar mesmo!!!
    Sou totalmente contra o preconceito, usar maconha não é crime!!

    Encontro todas lá na rua do Apolo! Recife-pe….
    abraços.




  22. Vivemos em um Estado Democrático de Direito, em que todos têm o direito de se manifestar e lutar por seus ideais. Porém, infelizmente, convivemos com a ignorância e preconceito de algumas pessoas que ficam repetindo um discurso hipócrita e anacrônico. A melhor forma de lidar com uma situação é informar-se a respeito dela. A História revelou que criminalizar o uso de drogas leves, como a canabis, é ineficaz, pois a repressão nesse caso só gerou o efeito contrário ao pretendido, conforme demonstram as estátiscas. Tornar o tema um tabu não reslove o probelma.
    É muito mais salutar para a população tratar a questão como saúde púbilica ao invés de caso de polícia, daí a importância de disciplinar juridicamente o seu tratamento; tornar legal um fato social e não simplesmente fingir que ele não existe. Nem convence o argumento de que somente as classes marginalizadas ou excluídas são usuárias da canabis. Caso contrário, o tráfico não se sustentaria, certo? A questão é muito simples: por que não encarar de forma real a questão, através da imposição de impostos(e não deixar na clandestinidade), da ampla divulgação através dos veículos de comunicação quanto aos efeitos prejudiciais do consumo excessivo - sobretudo para crianças em fase escolar -, da realização de pesquisas quanto suas propriedades terapêuticas, conforme as realizadas em países desenvolvidos ? Não encontro justificativa para tamanha omissão das autoridades públicas em regulamentar uma questão de tal importância para a sociedade moderna. Será falta de vontade política, ou puro preconceito mesmo? O que mais me causa espanto foi a quantidade de liminares obtidas para brecar a “marcha da maconha” nas capitais brasileiras. Seria por se tratar de substância ilícita? Mas é justamente com movimentos sociais pacifistas que a questão poderá ter um cenário jurídico diverso, com a ampla participação da sociedade. Por que tanto medo em discutir o assunto? Parabenizo o movimento por essa atitude de coragem. Não devemos ter vergonha de lutar por aquilo que consideramos correto.Que a luz da democracia vença a escuridão da obscuridade.




  23. Qual a importancia dessa marcha? o que traria de beneficio ao cidadão? Aliás, é costume neste país e em outros querer exigir seus seus e conseguir uma sociedade mais justa por meio de caminhas, marchas! Enquanto esta humanidade não se voltar para Deus… enquanto a humanidade não se converter de seus maus caminhos, buscando em Cristo a sua libertação, sempre haverá este tipo e outros de pensamento… não é fazendo “marcha da maconha” ou outra qualquer que se muda alguma coisa, pois o problema do homem não está no seu exterior, mas dentro - no interior - enquanto não mudar o interior - carater, sempre haverá essas e outras aberrações! O que é mais grave: fazer uma marcha da maconha ou a corrupção que ninguém faz nada neste País? O que é mais grave, fazer a marcha da maconha ou a miséria que muitos estão vivendo em decorrencia da corrupção? O que é mais grave (…) ou o miserável salário pago aos professores? e se fosse aqui discriminar outras coisas, como a criminalidade, faltaria espaço! Mas ainda há tempo deste País se voltar para Deus! ” Brasil, olha pra cima”, é de lá que vem a solução: Cristo Jesus!




  24. gostaria de saber - na condição de cidadão, de professor e, sobretudo, na condição de pai - como poderiam ser geridos e controlados a produção, distribuição e consumo do cigarro da maconha caso esse movimento cumine com a legalização desse produto no Brasil. o movimento pró liberação da maconha tem alguma idéia de como isso se daria? os organizadores da Marcha da Maconha têm planos traçados no sentido gerir toda a situação com sinceridade e responsabilidade, ou estão apenas usando as nuances da democracia para “legislar” em causa própria?
    minha preocupação não é infundada, uma vez que vemos o descaso dos nossos governantes em relação à saúde da população. o quanto são insuficientes os locais de atendimento aos dependentes do álcool, ineficazes os tratamentos de dependentes químicos e psicológicos de drogas e o quanto são muitas vezes indiferentes e/ou impotentes diante dos sofrimentos das famílias onde se encontram usuários de quaisquer drogas.
    fico a tentar entender se nesse “projeto” que vocês certamente têm em mãos, constam de fundos para a distribuição gratuita da maconha para aqueles pais de família que perderam ou perderão seus empregos devido o uso excessivo ou compussivo da droga a ser liberada, ou para aqueles jovens que sequer conseguirão seu primeiro emprego devido o atraente uso da maconha. nós sabemos, vocês que provavelmente consomem e eu que já fiz o uso da maconha na minha tenra mocidade (devido à imaturidade) o quanto é bom ficar “relax” e viajar…