Falem da maconha, mas não esqueçam a marcha
09/05/07Enviado por autor anônimo.
Envie seu relato também para contato@marchadamaconha.org
Pouco se comentou sobre a verdadeira causa da manifestação da Marcha da Maconha, ocorrida no dia 6 de maio na orla de Ipanema, que visa não só tirar parte do poder (lê-se financeiro e territorial) que o crime organizado detém, mas também amparar pessoas inocentes (digo, não criminosas) que vivem o perigo constante de cruzar essa fronteira imaginária entre sociedade e marginalidade que a Lei do Dinheiro desenha.
Acredito que a idéia da Marcha da Maconha, aparentemente para quem pesquisar sobre o assunto, é a sociedade assumir essa demanda através do uso industrial e médico amparando os cidadãos que, afinal, apesar de usuários, sustentam esse sistema falido pagando suas contas e suas drogas com dinheiro honesto e limpo.
No entanto, é claro que não preciso nem explicar que os colÉGUAS fizeram questão de demonstrar através dos jornais que seria apenas uma manifestação pra fumar “unzinho
Pois é caro autor anonimo…
ridiculo o produto final de certos profiss?onais de midias jornalisticas….
mas veja
o melhor pronunciamento que li em todas as materias a que me chamou mais a atenção , por ter partindo de quem partiu….e muito pouco reescrita pelas seus colegas….rs, visto que a maior parte delas nao passava de copia da copia;
o “secretario de segurança publica”:
(é direito do povo reinvidicar seus direitos sejam eles quais forem…..
na forma de uma passeata pacifica!!!!!)
de fato as coisas estao mudando
Achei todo o texto muito pertinente, principalmente no que diz respeito à carência de argumentos. por parte da grande mídia. até na hora de criticar a marcha. só acho que “aparentemente para quem pesquisar sobre o assunto”, não é exatamente “um controle sobre uma demanda através do uso industrial” o que reinvidicam todas as pessoas que participam da marcha [algumas, talvez..]. Pelo que vejo por aqui, as pessoas que estavam no rio queriam controle para si, o que é extremamente justo. Ninguém quer fumar um produto com maconha aditivada pela indústria; estamos cansados de adulteração. O que queremos é plantar, na nossa casa mesmo!
Pesquisando sobre o assunto na net, achamos uma entrevista na qual o Sérgio Vidal, um dos organizadores do evento de maio em Salvador, diz: “Não propomos a substituição de mercado criminalizado por um controlado pelas forças do mercado. Não sei qual seria mais danoso, a exemplo dos mercados de álcool, tabaco, medicamentos alopáticos e ‘naturais’. A proposta é que se deve chamar todos os setores interessados para participar do debate e buscar soluções adequadas a cada realidade sócio-cultural específica”. Então, é uma legalização consciente, não é oba-oba. Notem, aqueles que nos acusam de inconsequentes são quase sempre os mesmos que acreditam naquela comparação ridícula entre o cérebro de fumantes de maconha e ovos fritos.. estereótipos existem para serem questionados.
Muito bom!!!!!
Falou muito bem.
Adorei, adorei ler isso. Parabéns!
E sempre… cada um na sua atrás daquilo que acredita.
É fogo! A mídia adora distorcer o assunto quando se trata da maconha.
Quer dizer que para vender o “país da bunda” em épocas de Carnaval pode se usar a imagem do Cristo, que simboliza o Rio, mas para acabar com o tráfico não?
Tenha dó. Enquanto tiverem mentes tão limitadas assim em nossa imprensa, os políticos continuarão aumentando seu próprio salário e inocentes presos por apenas cultivarem o hábito de fumar um.
Essa passeata tem que acontecer em nível nacional. Foi assim que os GLSs conquistaram seu espaço, lutando por algo que tem direito.
Plante a sua maconha!!!!! Isso não pode ser crime.
No dicionário Aurélio, 1ª edição, 4ª impressão define e eu completo:
MACONHA.{ Do quimb.. ma’kaña } S.f.Bras. Variedade de cânhamo(Cannabis sativa var. índica), cujas folhas e flores se usam cono narcótico e produzem sensações semelhantes às provocadas pelo ópio.
Sinônimos populares ou de gíria: liamba, aliamba, diamba, riamba, bengue, birra, dirigio ou dirijo, erva, fumo, fumo-de-angola, cânhamo, haxixe, mato, pango, soruma, manga rosa, rabo-de-raposa.
MACONHADO. Que, ou aquele que está sob o efeito da maconha.
MACONHEIRO. 1. Vendedor de maconha 2. Indivíduo viciado em fumar maconha.
O esporte preferido da grande mídia é ocultação do essencial e supervalorização da autoridade.
Encher o noticiário de fatos irrelevantes para não tratar do fundamental art. 6º da Constituição.
Toda a grande mídia é de direita, feminino de direito. Chega de endireitar. Desendireitemos já !
O BRASIL É UM PA
Então tá, vou mandar meu relato. Me foi pedido um desenho sobre a dita marcha e assim foi feito. Apostei no bom senso de humor dos manifestantes e perdi feio. Meu cartum foi cinicamente mutilado por alguma cúpula de grandes sábios do movimento. Tristes criaturas que perderam(ou nunca tiveram?) a capacidade de rir de si mesmo, têm certeza que esse bagulho que estão mandando pra cabeça não é merda de vaca? Por favor revejam o discurso pra não ficarem arrotando “liberdades” por aí com esse grau de hipocrisia. Me dei ao trabalho de ler este último post, assinado por um anônimo que quer que eu acredite na sua nobre missão de combater o crime organizado e amparar os não criminosos que sofrem com a tal fronteira delimitada pela Lei do Dinheiro(?!). Não seria mais honesto e limpo(ao invés de teorizar sobre o dinheiro do cidadão/usuário), assumir simplesmente o desejo de fumar seu baseado em paz? Qual o problema? No entanto é claro que vc precisa explicar o segundo parágrafo, não o infeliz trocadilho, mas o que vc entende por “público de pouca formação opinativa” num universo de sei lá quantos milhares de leitores. Talvez chutando pelo poder aquisitivo da grande maioria, já que é um jornal popular e barato, mas parece preconceito mesmo. Não tenho procuração para defender o Extra mas por acaso eu sou chargista deste jornal, perdi a conta das vezes em que abordei o assunto “drogas” e suas implicações(inclusive especificamente sobre a tal passeata), mas sustento e assino minhas opiniões mesmo quando vão de encontro às convicções gerais. Claro que vc deve se considerar o contrário (público de grande formação opinativa?) mas se acha que sua opinião está ou será bem servida por qualquer jornal classe AA que seja, vc vai mal. Não concordo com a polêmica sobre a imagem do Cristo, mas se vc estivesse melhor informado saberia que a Arquidiocese do Rio toma conta do pedaço não é de hoje, já mandaram ecologistas do greenpeace pra delegacia e barraram publicidade da poderosa Pirelli com o Ronaldo fenômeno, então não seria por conta da erva que iriam aliviar. É muita inocência achar que uma causa tão controversa não vá suscitar opiniões contrárias dos mais variados calibres. Ou seria alienação da sua parte? Pra ironizar o fato do brasileiro preterir a maconha em relação ao futebol ou ao sexo, seu caso é grave. E convenhamos, falta de argumentação é apelar para uma declaração vaselina do governador, o mesmo que vem justificando a distribuição de tiros em Acari com o objetivo de apreender drogas e armas. Que eu saiba a marcha aconteceu na maior tranqüilidade e é assim que deveria ser em todo lugar. Sem paranóia, sem censura e sem máscara.
Queridos Por Favor Leiam meus POST e comentem!!!
Quero discutir a atuação daquele grupo “religioso” fundamentalista que realizou contra-panfletagem durante o evento. A gravidade de tal ato não foi devidamente criticada pelos militantes antiproibicionistas.
O que eles fizeram, no fundo, foi tentar tolher nossa liberdade de expressão. Ou seja, é natural que enquanto nós podemos defender o antiproibicionismo, qualquer um tem o direito de discordar (embora esteja errado :)) Mas não é democraticamente correto realizar um movimento de contestação no mesmo lugar e horário da Marcha da Maconha.
Falemos claramente. Imagine uma situação inversamente similar: suponha que esse grupo católico vá a procissão de Corpus Christi realizada todo ano no centro da cidade e que reune milhares de pessoas. Agora imagine que eu e outras pessoas resolvamos panfletar no meio da procissão sobre os erros históricos da Igreja: Inquisição, ser contra a camisinha, etc…
Vejam só: eu posso ter minhas idéas a respeito da Igreja e posso expressá-las, mas vcs sinceramente acham certo ir lá no mesmo local e tempo de expressão deles? No mínimo é uma falta de educação cívica, de delicadeza democrática e de bom senso e é até óbvio que isso pode terminar no modo mais baixo de conflito: quebra-quebra e confusão. Eles se arriscaram fazendo isso aqui no Rio porque não conhecemos aqui o sangue quente que anima as militancias antiproibicionistas de países onde a liberdade de expressão é sagrada. Se aproveitaram da nossa inexpreriência para inexperientemente e infantilmente tentarem brochar a passeata. Eles têm toda a cidade e todas a horas para fazerem o movimento reacionista deles, mas decidiram fazer no meio do nosso porque eram apenas 5 ou 6. Da próxima vez aconselho: preparem os pulmões para vaiar até a exaustão esses ratos infiltrados e preparem também as tortas, tomates e ovos podres, porque é isso que eles merecem.
Um abraço, Armando Beckembauer
O fato é que é muito estranho gente “bonita” no Arpoador fumando maconha na frente da policia e não acontecer nada e ao mesmo tempo moradores da favela tomando tiro de graça. Fiz um cartum pro “movimento” porque qualquer idiota sabe que é o cúmulo probir uma planta, mas concordo que o caso é o pessoal ser sincero e falar que quer fumar maconha porque gosta e porque gosta de ficar chapado. Qual o problema disso?
Eu so totalmente a favor dessa causa e tem q acabar com essa palhaça de proibição e legaliza logo..
mas so vo deixa uma coisa:
no dia da final do campeonato carioca Botafogo x “Flamengo” colocaram a marcha, quem fez isso é muito “burro” em pensar que os cariocas vão deixar de ir pro maraca ver o jogo pra ir pra marcha d maconha neh ainda mais a torcida do fla.. rsrsrs
se a marcha so deu 250 pessoas é pq tinha 10mil lá no maracana vendo a final..
Pode crer Diogo…mas também, caso a marcha fosse em Porto Alegre em dia de Gre-Nal, 300 pessoas seria um número impossível, quem dirá mil. O rio conseguiu o que nenhuma cidade conseguiu até hoje, que foi o que eu pensei ouvindo o comentário do Jabor: só com uma marcha é possível trazer o debate a este nível de repercussão, provocar certos grupos religiosos, etc. E olhem que o Jabor nem sempre é um cara legal. Aqui em Porto Alegre fizemos um seminário, que é uma outra linguagem e que nem de longe têm esta relevância política, mas que por outro lado faz com que não tenhamos nenhum problema em discutir certos pontos sobre nossas “causas”. Com certeza que não dá pra ficar só na teoria, assim como também não podemos resumir a riqueza de opiniões das pessoas, a meia dúzia de palavras de ordem extraídas dos gritos de guerra ou cartazes da marcha. Tipo o seguinte: tem travesti que vai na passeata GLBTT só para fazer festa, mas que no fundo odeia gays. E a passeata GLBT é realmente uma festa [um dia todos chegaremos lá!], porém existe muitas discussões no movimento pra isso, e as duas coisas são imprescindíveis.
O cartunista lá em cima, que reclamou dos comentários diferentes do dele, sem citar nomes, parece me ter incluído em suas críticas - ou pelo menos assim entendi. Pois bem, devo dizer que é de argumentações que se faz um debate, e para mim isto é natural. Talvez não seja para ele - o que é péssimo vindo de um cartunista, não? Leonardo, nem todos são obrigados a “achar graça” em tudo, e responder a um cartum com algo além de uma risada não necessariamente significa mal-humor ou má vontade, ou que isto seja efeito de fumar merda ou maconha mofada [adianto que este não é o meu caso, mesmo que às vezes eu não tenha muita escolha hehehehhe]. Enfim, peguei um detalhe do texto que chamou atenção e dei minha opinião, e gostaria de receber opiniões em troca ao invés de comentários como o seu, que falam mais sobre a pessoa que escreveu do que sobre suas idéias [imagino que os outros, que tinham outras opiniões, também]. Pra variar o Allan Sieber, como se diz aqui no sul, “matou a pau” em sua análise. O grande esquema da marcha é dizer que fumamos porque sentimos prazer nisso. Se maconha fosse maligna e terrível, ninguém fumava, e ponto! O que não exclui, obviamente, discutirmos como é que pode ser esta tal legalização. Aproveitar o espaço das marchas pra discutir o que reinvindicam, este é um dos papéis delas [ou não?]. Allan coloca o nosso movimento entre aspas com toda a razão, pois no antiproibicionismo brasileiro parece ainda haver empecilhos a certas discussões, como se quem quisesse discutir os detalhes das políticas de drogas fossem praticamente alienígenas. Eu sou um dos que aceitam de bom grado o papel :]
Preste mais atenção Rafael, a razão primeira e ter colocado um comentário aqui foi devido à decepção de saber que pessoas(vc tava nessa?) que tanto falam em liberdade de expressão, simplesmente censuraram, ou pior, cortaram um pedaço de um cartum porque acharam que poderia “denegrir a imagem do maconheiro”, ha,ha, faz-me rir. De resto eu estava respondendo ao post escrito por um anônimo, se era vc pior, porque parece que não lê o que escreve. E se lê também não entende pois eu disse a mesma coisa que o Allan sobre assumir simplesmente o desejo de fumar seu baseado em paz. Não pedi para acharem graça de nada, cedi um desenho de graça para a marcha, e só fui saber da babaquice três dias depois e por acaso. Se você concorda com esta postura fundamentalista, boa sorte, só não me peçam mais nada.
Sou o criador do personagem Capitão Presença, e fecho com o Leonardo nessa questão. Estou arrependido de ter contribuído com a Marcha e não pretendo mais colaborar. Dê dois, mas mantenha o respeito, não era isso?
A propósito da marcha no dia da Final no Maraca!
Gente realmente isso foi um ponto fraco do planejamento: marcar a marcha em dia de jogo. Mas vou propor uma solução para a próxima manifestação. Façamos um bloco de carnaval chamado Marcha da Maconha!!!! Vai ser um sucesso muito grande em termos de público porque carnaval sempre agremia muita gente, e além disso pode-se driblar a crítica proibicionista com criatividade já que o objetivo principal “não seria” a defesa da maconha mas sim uma manifestação carnavalesca.
Um abraço,
Armando Beckembauer
Tem um monte de gente falando sobre a marcha ter sido no mesmo dia da final de campeonato. Como já foi dito no artigo acima: a data não foi escolhida ao acaso pela organização, essa marcha fez parte de uma série de manifestações que aconteceram no mundo inteiro, em mais de 200 cidades.
Ah, e eu já disse isso algumas vezes e digo denovo: também acho que o principal foco da passeata deveria ser no nosso direito de fazer o que bem entendermos com nosso corpo, não prejudicando outras pessoas. Acho válido o ponto da violência do tráfico, mas no final das contas se resume a liberdade individual. Eu fumo maconha, não faço mal a ninguém e é um absurdo ser tratado como um criminoso por isso!
Leonardo, Arnaldo; então, rolou uma confusão de minha parte..certamente vocês não são as pessoas para as quais enderecei tudo o que escrevi. Estas “provocações” eu sempre fiz ao debate, por achar interessante colocar outras possibilidades de pensar a mesma coisa; por pensar na diversidade de pessoas que lêem o blog, e no quanto estas palavras podem traduzir certos anseios, etc e tal. Não sabia deste cartum censurado. Arrisco dizer que talvez tenha sido o mesmo papo dos que não gostaram do tapa na pantera e tal - e aí entendo e concordo com vocês, talvez nem tanto pela falta de senso de humor por parte destes, mas principalmente com a falta de reconhecimento da eficácia sutil do humor sobre um debate político. E, se a coisa aqui passou da mera opinião para um ato de censura, também considero uma falta de respeito. Só gostaria que repensassem suas posições quanto à não mais contribuírem pela marcha, pois o movimento é maior que as marchas [e maior do que os grupos que as organizam], seja lá em que cidade for. O movimento está nascendo, e seu crescimento inevitável está sendo projetado e desejado através de opiniões diversas. Um processo que eu acho caótico e saudável, ao mesmo tempo. Então, respeito o direito à sentirem-se desrespeitados, mas afirmo não haver unanimidade nesta censura. Há um ambiente de disputa de idéias, que na minha opinião infelizmente não se instaurou por completo. Um cartum é tão importante quanto o mais longo texto, para provocar estas reflexões internas - inclusive quando são alvos de censuras. Pensei que sua crítica sobre os “falsos defensores da liberdade” me incluía de certa forma; já que eu também estava ali [mais uma vez] forçando a barra geral, num debate que dificilmente encontra interlocutores… Esta minha pequena confusão reflete algo que eu penso em relação a nós, maconheiros ativistas: ainda não sabemos bem para o quê nós devemos nos preparar, enquanto movimento, no meio disso tudo - além do justo direito de fumar um em paz, e de uma outra coisa unânime, que agora eu não lembro o que é exatamente..
Abs
Por mim…… apoio as duas coisas: fumar um no sossegado e discutir como isso será feito na sociedade, afinal de contas, ela também é composta por não fumantes.
……mas que ia ser bom fumar unzin na esquina, ia memo, oh. Só não consigo entender a naturalidade disso sem um mínimo de fantasia.
Alguém falou uma vez aqui no site que não parece uma idéia boa legalizar mais uma coisa que pode prejudicar a saúde das pessoas (como o álcol e o tabaco já fazem), mas temos de convir que essas coisas legalizadas são menos danosas à sociedade quando não estão nas mãos de mafiosos e criminosos conseguindo autoridade por meio de terror.
A conclusão é que sou adepto do “fumar unzin na esquina”, mas não me iludo achando que isso vai acontecer assim de repente porque a “gente” (quem fuma) quer.
O pessoal que fala que “é errado legalizar mais uma coisa para fazer mal a saúde das pessoas” como disse nosso colega acima, tem que acordar pra o fato que legalizado ou não, as pessoas vão usar. A proibição não impede ninguém de conseguir, o que a proibição faz, é que não hajam meios LEGAIS de se conseguir, logo todo o dinheiro vai para o mercado negro financiando todo tipo de crimes.
O que há de mau no comércio das drogas, é a ilegalidade. Elas são vendidas por grupos paramilitares que já estão partindo até para o confronto direto com a polícia, pra ver tamanho o poder que o comércio ilegal de drogas deu a eles. O usuário, não faz mal a ninguém, o ato de uma pessoa usar drogas não prejudica outras pessoas, no entando grande parte das pessoas hoje em dia tem aquela visão limitada que todos devem viver suas vidas de acordo com o que elas pensam ser certo, ao contrário, se acham no direito de puní-las. Esta na hora do governo parar de nos tratar como crianças e nos deixar tomar nossas próprias decisões.
Queridos cartunistas,
Não quero defender o ataque aos seus cartuns, acho a presença de vcs algo importantíssimo para o movimento e fiquei triste ao saber sobre esta chateação que houve (não encontrei o cartum do Leonardo, mas li o comentário daqui).
Quero deixar o meu pensamento:
A pequeníssima minoria que enfrentou tudo quanto é preconceito para lutar contra a discriminação, indo às ruas, passou por um clima de extrema tensão! A idéia de que ‘maconha queima neurônios e com o tempo deixa a pessoa abestalhada’ é, infelizmente, a que ainda prevalece. [ Ouvi este comentário errôneo ontem mesmo, vindo de uma advogada super gente boa...] Acaba, então, que este estereótipo do maconheiro, pelo que eu vejo, alimenta o preconceito de muita gente e prejudica a imagem de outras pessoas(muitas das quais deixaram de ir à marcha para não se queimarem).
Num momento tão delicado, como o da marcha, as pessoas estão lutando para conquistarem a credibilidade que lhes é ignorada. Diante deste fato, eu peço que perdoem e compreendam os que recusaram as brincadeiras.
Penso da mesma maneira em relação ao uso da imagem do Cristo. O Cristo Redentor representa o Rio e, além disto, ‘Jesus acolhe todos os homens’ e maconha não é ‘coisa do demônio’ como eu já ouvi gente com 3º grau dizer. Apesar de tudo isso, usar esta imagem não me parece uma forma eficaz de se conquistar apoio, nesta altura do campeonato… pelo contrário, né?
Eu tenho diversos amigos que fumam e não foi um, sequer; fui sozinha. [ Lá, um jornalista que cobria a matéria me fez companhia. Ele tb achava que maconha queima neurônios e acreditava que as pessoas estavam lá pela bagunça e não pela causa... Disse ser neutro, mas tinha várias idéias do contra como " existem coisas melhores pra fazer do que fumar um", "a legalização não porá fim à violência"... e eu fui respondendo "para acabar com a violência, são necessárias diversas medidas e não apenas uma"... mas o que incomodou mais foi saber que o que ele visava era algo sensacionalista pq "é isso que os leitores, mesmo de classes A e B, procuram ler"... ]
Bom, com tudo isso só queria dizer o quanto é duro enfrentar a causa e saber se vcs aceitam este meu ponto de vista.
Agradeço muito pela participação de vcs cartunistas! Vamos continuar unidos!
Um beijo pra todos que estão nesta batalha!
Companheira Lucilia,
permita-me a liberdade do tratamento irônico mas é pra mostrar que eu não estou brincando quando digo que quem muito se leva a sério merece qualquer piada. Não existiu ataque ao meu cartum, atacada e ofendida ficou a organização. Houve retaliação, corte, censura, vc escolhe. Não acho minha presença importantíssima para o movimento nem pretendo que seja, portanto não precisa ficar triste por tão pouco e sorte sua ter poupado a chateação de procurar pelo desenho em questão, não é mesmo o mais importante. O fato é que eu fiz por mereçer e não abro mão disso, o teste foi grátis e o exame acusa seqüela grave na cabeça do movimento.
Se você realmente acredita que essa tal minoriazinha(se não excluíssem os seqüelados com certeza teriam mais apoio) enfrentou todo tipo de preconceito e sofreu um clima de extrema tensão na orla de Ipanema por causa de maconha eu desisto. Que eu saiba- e quem não sabe? - é um dos lugares mais tolerantes ao uso de entorpecentes, legais ou não, do: A) Brasil. B) América C) Mundo.
Por acaso houve alguma prisão por porte ou uso da erva na dita manifestação? Alguma agressão ou achaque policial aos manifestantes? Confronto armado(ovos e tomates) com forças contrárias? Nem uma pedrada de um popular enfurecido?Se não foi o caso resta apostarmos em paranóia. A idéia de queimar neurônios não me preocupa, afinal pra quê tantos deles se usamos tão poucos, e até me agrada se for pra me privar de parte da estupidez que tenho memorizada. Claro que ninguém precisa de droga pra ficar abestalhado mas qual o problema de fumar maconha pra ficar bobo, idiotamente risonho e feliz. E franco, pra admitir que se não se manifestam a questão não é tão importante para eles, e aqui estou falando de liberdade individual. Tem hora que vc tem que escolher entre a má reputação ou a má consciência, a credibilidade vem depois. Quanto ao Cristo, outra bobagem na minha opinião, acho que foi muito bem colocado, o panfleto ficou muito bem resolvido graficamente. Apesar da igreja se achar dona do pedaço ninguém é obrigado a levar isso a sério, todo cartunista que eu conheço adora brincar com Jesus e ninguém pede autorização ao Vaticano. Por fim, é só prestar atenção nos argumentos dos dois lados para perceber que ambos apelam para as mesmas armas( chutes e desinformação). Só pra ficar nesse blog, leia vc mesmo, se eu for citar todas as sandices que li por aqui esta mensagem não acabava. Pra terminar, não sou contra sua causa, mas antes dos maconheiros estão as pessoas, onde me incluo e confirmo, a estupidez humana é uma musa inesgotável para qualquer humorista que se preze. E tenho dito, beijão e disponha.
Oi Leonardo!
Obrigada pela resposta e desculpe a demora!!
É claro que eu continuo achando importantíssima a participação de qq pessoa que queira ajudar a causa, e especialmente se for um bom cartunista!
Realmente não houve violência na marcha, porém o clima não foi nem parecido com o de festa. Foi tenso, pra mim, chegar às 14:30 achando que estava atrasada- pois a marcha estava marcada para 2-, e não encontrar mais de 15 pessoas, por exemplo. Nesta hora a piada salvou quando alguém disse que o problema é que só viriam maconheiros.Eu tinha imaginado que a concentação teria sido antes deste horário e não a partir dele, não dava pra saber se iria dar certo. Foi tenso saber que os crentes estavam fazendo um contra-protesto e ficou por isto mesmo. E ouvir jornalistas dizerem: “cuidado com o que disser pq a imprensa fará recortes e tudo mais pra tentar ridicularizar os maconheiros pq têm uma visão católica”, além de todo o questionamento deles. Até que se espalhasse a notícia de que a polícia disse que estava ali pra nos defender, ficamos apreensivos já que havia gente fumando. Chegar em casa e receber e-mail de parentes apavorados por eu estar “me expondo”, tb não é agradável nem tão simples. Não acho que seja paranóia minha…
Falar sobre liberdade de expressão durante uma marcha é diferente de falar dela no dia-a-dia. Talvez um desenho de um boneco dizendo: ” sou retardado mesmo, e daí?” entre em atrito com mensagem defendida de que a maconha não causa retardo mental irreversível, não ‘queima neurônios’ muito mais do que favorece a idéia, tb defendida, do ” fico abobalhado, e daí? O problema é meu.” .
Não valem, na hora do protesto, os gritos de contra-protesto. Valem depois, na hora do debate, se este existir. Fica valendo então o bom senso. Isto me lembrou a recomendação supostamente preventiva dos anúncios de cerveja: ” Beba com moderação” , que ao meu ver funciona muito mais como incentivo já que se passa a mensagem “BEBA” e porque ‘moderadamente’ é tão completamente vago. Preventivo mesmo seria dizer: “
Então, Lucilia, vamos combinar que não é de bom senso afirmar que o uso continuado da maconha não cause danos ao organismo. Não vale aquele papo furado de que cigarro causa mais câncer que maconha e outros achismos do gênero. E olha que eu não sou adepto do bom senso, esse conceito pantanoso onde se cultua a mediocridade, mas certo ou errado eu pago pra viver. Meu fetiche é o contraditório. Veja o exemplo do “beba com moderação” e a recente polêmica com o Zeca Pagodinho. Boto meu fígado na reta mas acho irresponsável, pra não dizer escroto, uma personalidade lucrar milhões incentivando a beberagem. Por que os rótulos de cerveja não estampam órgãos corroídos, acidentados de automóvel ou esposas espancadas na linha dos maços de cigarro? Meus pulmôes também estão a perigo mas um “fume com moderação” não iria me dizer muita coisa. Imaginei daqui um tempo com a maconha oficializada, o D2 de garoto propaganda de uma gigante da canabis mandando um “Não plante, compre!” na TV… tô divagando… Mas lembrei de um exemplo que vem a calhar, há um tempo atrás, numa dessas marchas pela maconha em São Paulo, alguém sacou um mote tão idiota como genial e pintou uma faixa assim: “Maconha dá moral com as mina!”. Parece estúpido, e pode até ser mesmo, mas como negar a sinceridade e a eficiência do argumento? E a graça, que é fundamental e necessária nessas horas. Temo que aqui o “bom senso” acabaria embarreirando algo assim, ou seja, um contra senso pra mim. É por isso que eu digo, às favas com os crepúsculos de consciência! De nada, opiniões, opiniãos, opiniães… beijão.
Companheiro Kebra-KuKa ou KKK,
Olá! Este seu fetiche tosta-miolos é danado e é bom, hein!
Antes de mais nada, tenho que dizer que escroto é pouco, é ESCROTO DEMAIS este comercial do Zeca-feira incentivando o alcoolísmo durante a semana… Como cantora e como cidadã, me envergonho disso. Claro que o álcool deve ser melhor regulamentado assim como todos os tipos de drogas. Só a legalização permite a regulamentação de outras.
“A idéia não deve ser ‘liberar’ e sim ‘legalizar e regulamentar’. ” Tô nesta!
Qq química ingerida indevidamente e sem limites causa danos à saúde. Até água em excesso mata, né? ( tudo bem que eu acredite ser mais fácil morrer-se por beber água que por fumar maconha) Sem as devidas informações e medidas preventivas, o usuário fica abandonado no mundo da alienação. Um psiquiátra me disse que 1 cigarro de maconha é diversas vezes mais prejudicial que 1 de tabaco mas que, já que comumente fuma-se incomparavelmente menos quantidade de maconha, os prejuízos da maconha acabam sendo menores.
Eu não sabia deste mote: “Maconha dá moral com as mina” . Já ouvi que rapazes alugam revólveres por 20 reais pra desfilarem, ou seja: revólver tb dá moral com as mina.
Sinceramente, nem forçando muito a barra eu consigo ver um pingo sequer de graça neste flagrante de uma real catástrofe, que denuncia a triste realidade de pessoas que não tendo oportunidade de desenvolverem suas melhores qualidades, se orgulham pelo que lhes sobra: a ousadia, mesmo que mal fundamentada.
Sobre a “eficiência do argumento”, a idéia maquiavélica de que os fins justificam os meios, me assusta!! Na minha opinião, estes tipos de ‘documentos’ devem ser doados aos organizadores e à mídia geral pra serem devidamente questionados. É mais que urgente a necessidade de conscientização do povo e a de soluções pra estes problemões…
Perdoe-me, mas não considero este mote genial, e sim deprimente.
Durante a marcha, dois gritos me deixaram -novamente- tensa. O primeiro foi :” Fumem maconha; a maconha faz bem” . Este, por um lado faz apologia ao uso desregulado, porém por outro, reafirma a idéia de que a maconha pode fazer bem se usada como remédio -como já é feito em poucos lugares; além tb da idéia defendida de que o cânhamo pode ser benéfico para o meio ambiente.
O segundo grito, tive que ditar pro jornalista : ” Demorô formá os bandido maconheiro”. Este aí, achei que não caiu bem já que o principal grito é o de que maconheiro não é bandido: “Polícia é pra ladrão, pra maconheiro não!”.
Quando ouvi o grito do “Demorô” tive o impulso de reclamar para umas pessoas ao meu lado: “não, não é por aí” , mas elas me olharam com estranheza e repúdio total… [Ao comentar sobre este grito com minha mãe, ela retrucou: "Minha filha, onde é que vc está se metendo?!Não foi pra isto que eu te criei...". Aí eu até consigo rir]
Eu penso que: se for pra haver censura entre os manifestantes há de se estabelecer regras claras e então divulgá-las. Pretendo fazer este pedido aos organizadores e tentarei ajudar no que puder. Foram mais de duas horas de concentração e outras duas de caminhada, se não me engano. Naquelas primeiras duas, senti falta de lideres num microfone. Nem dava pra ouvir direito o que o
deputado C. Minc dizia. Tanta coisa pra se ouvir ,tanta gente, e nenhum mic. Ano que vem precisa ser mais organizado! Será que eu te encontro lá, companheiro?
E o mote é: Consciência já!
Tá dentro?
De qq forma, eu já gosto de vc por vc ter me ajudado a mudar a visão burra que eu tinha sobre a questão da imagem do Cristo, por ter sido tão agradável, sempre …e tb por outros motivos mais que eu não lembro bem agora…
Beijos!!!
Pois é, Lucilia, água mata mais que álcool e até sol dá câncer, ou seja, viver é muito complicado, ainda bem, pelo menos enredo não falta. Do “moral cas mina” a lógica é básica, não se perca pela generalização, aqui vale o instinto básico de qualquer ser humano normal e saudável, o desejo pelo sexo oposto. Claro que tem gosto pra tudo, arma, dinheiro, carro, tatuagem, fama, botox, pau grande, etc. Mas no caso o apelo envolvia duas paixões, maconha&garotas, fórmula certeira pra um slogan eficiente. Lógico que racionalmente podemos contestar o mote, afinal nem toda mulher é maconheira e mesmo as que possam gostar da coisa não se deixariam levar por tão pouco e etc. e tal… Mas a razão não cabe numa bandeira, tente pra ver se funciona.
Veja como a confusão pode ser grande, vc que estava lá disse que ditou para um jornalista o grito que eu aposto que era outro. A fonética da frase te pregou uma peça, o que eles deviam estar gritando era um famoso refrão de uma música do Mr.Catra: “Ô, ô, ô, cadê o isqueiro… Demorô formar o BONDE dos maconheiros…”
Eu penso que se vc é contra a proibição de uma planta não tem lógica ser contra a proibição de qualquer pensamento, pode até ser contra a idéia mas proibir sua manifestação é censura e aí a coisa desanda. Sobre líderes a minha necessidade é saber pra onde vão para que eu pegue o caminho contrário. O Minc até aparenta ser um cara bacana, boa praça mas infelizmente está comprometido com a política nacional, de modo que não se pode esperar muito dele. Mesmo que ele tenha as melhores intenções, está preso a um sistema falido e bem pago de representação popular. Talvez com uns 300 Mincs mais uns 400 Gabeiras no congresso o cenário pudesse ser outro, por enquanto as perspectivas continuam sombrias como sempre. E olha, quando um Cabralzinho desses vem com um discurso oportunista sobre uma visão moderna sobre drogas é só papo vaselina, pra tentar ficar bem com parte do eleitorado dito mais consciente e tentar se descolar um pouco da imagem retrógada de seus aliados conservadores(leia-se Garotinhos). Mas não precisa gastar sua esperança com a carinha de bom-moço-bem-criado, é apenas mais do mesmo( A ironia maior é que ele fuma escondido, e nem é maconha!). bem, mas tá bom por hoje, quando o assunto começa a descambar pra política eu fico enjoado… Beijão.
Oi Leonardo!
Bem, eu sou contra a propaganda e qq manifestação que faça apologia ao uso de entorpecentes + Sou a favor da legalização e da regulamentação destes, juntamente com as devidas e necessárias cautelas preventivas (mais ou menos como já fazem com o cigarro, porém defendo a idéia de que as drogas devem vir com bula e indicar um site instrutivo/informativo na internet, além da idéia de ser obrigatória a vinculação de propagandas tais como aquela “da Marília Gabriela” - acho que era “diga não às drogas”- e a do Ziraldo - “a droga é uma droga”).
Estas duas idéias não são contraditórias, elas se somam. Juntas, ao meu ver, favorecem a todas as pessoas inocentes e vítimas desta má administração. A legalização responsável é a solução mais saudável.
Realmente, Cabralzinho=vaselina é fato. E Triste. Ao menos para a legalização ele está colaborando, eu acho… Quanto ao Minc, procurarei e preciso me informar. Valeu pelo toque.
Assim como cada um dos ativistas, um único Gabeira faz uma diferença total! Dá exemplo, estimula pessoas a não se acomodarem,traz esperança, enfim, puxa a ‘carroça’! Cada indivíduo tem o potencial de fazer diferença, e faz, propositalmente ou não.
Obrigada pela dica de que o grito “Demorô…” veio do “Ô, ô, ô…” . Que alívio! E que confusão!
O melhor seria a distribuição de uma folha com sugestões de gritos; ficariam claros e estimulariam a galera tb, né?
“Maconha dá moral cas mina” vincula o ‘desejo pelo sexo oposto’ (à apologia) ao consumo da droga. Não acho justa a propaganda irresponsável que associa hábitos saudáveis como o esporte ou o ‘desejo pelo sexo oposto’, por exemplo, ao uso de entorpecentes. Isto é fazer apologia ao uso e tem conseqüências poderosamente desastrosas, especialmente quando é feita sem a divulgação da informação preventiva e clara de que droga faz mal à saúde.
“Maconha dá moral…” é tão “eficiente” (deficiente) quanto a propaganda da “Zeca-feira”; uma liga ‘maconha&garotas’, e a outra, àlcool&músicabrasileira/sucesso/diversão. Algumas outras ligam àlcool&garotas… vc é a favor desta última? Pra mim, são todas iguais.
Considero contraditório dizer ser “…maconha&garotas, fórmula certeira pra um slogan eficiente” e ao mesmo tempo dizer “mesmo as que possam gostar da coisa não se deixariam levar por tão pouco” . Ao meu ver, um slogan certeiro e “eficiente” não tem nada de “tão pouco” e muito de tão INFLUENTE. Concorda?
Eu não sou contra a proibição de nenhum pensamento!!! Liberdade de expressão, sempre!
Estamos falando sobre regulamentação (ou organização), responsabilidade e coerência DURANTE A PROPAGANDA de idéias! Falo sobre a conscientização dos ativistas e dos comunicólogos, comunicadores, comunicantes… como nós dois!
Durante uma marcha ou num comercial, sou contra a divulgação irresponsável e destruidora de mensagens cujo conteúdo incentiva o uso/abuso de entorpecentes.
[Vc viu na Veja desta semana a informação da experiência com ratinhos e morfina? Demais!
Os ratinhos em ambiente hostil consumiram 10 vezes mais morfina que os contentes.]
Continuo sendo a favor de um movimento consciente. E você?
…Depois de falar tanto, eu mesma me pergunto: e quanto ao grito “Ei, polícia, maconha é uma delícia” ?
Não é como dizer que droga faz bem; mas funciona como apologia ao uso?
Eu, como os ratinho do ambiente hostil, sei disso. E vale ocultar esta lógica básica?
Afirmar que maconha causa prazer é fazer apologia ao seu uso???
Concluo que: Não, na minha atual visão, afirmar que maconha causa prazer NÃO é fazer apologia ao uso!!! É informação científica; é informação elementar.
“E agora, José?… José, pra onde?”
Um beijo enorme!!!!!
Em frente Lucilia,
a princípio não sou contra a propaganda de nada mas infelizmente a publicidade no Brasil é uma atividade criminosa de alto poder lucrativo. Qualquer regulamentação que exista, e elas existem, não é capaz de botar ordem nisso. Pelo menos aqui nesta terra sem lei, ou vc não se lembra da nem tão recente proibição dos anúncios de cigarro em diversos meios. Ela está aí em vigência desde que não interfira em intere$$es maiores, como por exemplo o milionário circo da fórmula1. A vinculação e promoção de marcas de tabaco em eventos públicos ou esportivos é proibida por lei, tanto que acabaram com aqueles Free Jazz&Hollywood Rocks, regra atropelada pelo poder dos carrinhos de corrida na 1ª oportunidade. Nossos doutos legisladores volta e meia se gabam de que este país tem as leis mais “modernas” do mundo mas sabem que aqui na selva os limites tem preço, e pra multinacionais eles arregam barato. Campanhas do tipo que vc citou são inócuas e beiram o ridículo, lembra do “sou careta mas sou feliz”? Diga não às drogas não quer dizer nada, diga não ao traficante poderia até ser se não fosse arriscado contrariar um cara armado. Droga é uma droga que é uma droga que é uma droga que etc. Que vc acha na drogaria ou no supermercado, ou o café e a aspirina também vão pagar este preço? A do Ziraldo era “Droga é uma merda”, pô, não dá pra levar a sério! Inclusive na época, não me lembro se na Bundas ou no Pasquim21, tive que forçar a barra com ele para publicar uma tira que brincava com esta campanha. Por fim toda essa complacência hipócrita acaba sendo ineficiente pra os que não acreditam e burra para os que levam a sério. A melhor que eu me lembre é um trocadilho com o famoso slogan americano contra as drogas “Just say NO”, que numa sábia intervenção do lendário Timothy Leary ficou: “Just say KNOW”. Conhecimento, esta é a senha, se é querer demais eu acho que é o mínimo que se deve buscar, então o caminho é longo e o nosso atraso é grande. Os políticos estão preocupados com política, não desperdice esperanças com este clubinho, mas não deixe de cobrar, qualquer oportunidade de incomodá-los é um favor humanitário e uma obrigação moral, afinal eles nos devem todas as satisfações e têm que saber com quem estão lidando(a desgraça aqui onde estamos é que eles sabem).
Vamos aos slogans sexistas, cada qual com suas circunstâncias, não são tão iguais assim. Um mote espontâneo de um grupo de garotos com intenção de defender uma idéia não é a mesma coisa que uma campanha publicitária orquestrada minuciosamente para vender um produto. Note aí uma diferença nítida entre paixão e lucro. Entre o bombardeio calculado de comerciais, outdoors, jingles, brindes, assédios de celebridades, spams e similares, eu fico com a humilde e sincera graça da faixa, de graça.
Não li a Veja(ou vi a Leja) mas sei que nós somos as cobaias de uma experiência muito mais caótica e com grandes desvantagens em relação aos ratinhos. Pode apostar que eles têm mais consciência de si próprios (são e sabem ser ratos desde o início) do que nós que batemos cabeça desde sempre na pretensão de tentar saber o que é ser humano. Essa consciência é que dói e haja droga pra aplacar. Bem ou mal somos o time dos eternos insatisfeitos, mas taí um objetivo maior que deveria ser nosso estandarte, a busca insaciável pelo prazer, BIP para os mais íntimos. Para todos os lados e AVANTE!
beijão
É mesmo, Leonardo! Puxa, quantas campanhas tomam sentido diferente do proposto e perigoso! Por isto, mais ainda, eu digo: com responsabilidade e AVANTE!… ou seria COM RESPONSABILIDADE e avante ? Se tivesse que optar, eu escolheria o segundo : antes os deveres que os direitos; primeiro Ordem, depois Progresso. ( Só que, como defende o compositor Jards Macalé, fica faltando uma palavra fundamental: Amor. E Amor se constrói aos pouquinhos, com muita dedicação; não é bem como a Paixão ou o Prazer.)
Nenhuma medida por si só irá conseguir “botar ordem”, e sim um conjunto de medidas, de regras, já que estas são indispensáveis para a civilização.
Nossa nunca tinha percebido a terrível propaganda subliminar do “diga não”. Negar informação, NUNCA! Pois é justamente a falta de informação o que atrasa o mundo.
Quanto ao “Droga é uma droga”, é pobre porém foi a única que eu lembro já ter visto na rua e considero que ajuda ao passar a informação de que droga faz mal `a saúde…
Repare tb na deficiência do “Just Know” : é apelativo/comercial por se basear na retrógrada e arraigada idéia de que A VERDADE pode ser dominada, estacionando O SABER.
Melhor seria algo que mostrasse que o conhecimento é infinito, transcendente, renovável e que precisa de movimento, como : Amplie sua Visão! ; Keep Learning! ; Skill in! ; Recicle suas idéias!; Just Acknowledge!(seria melhor).
Não entendi a sua frase: “Por fim toda essa complacência hipócrita acaba sendo ineficiente pra os que não acreditam e burra para os que levam a sério”. Aliás, confesso que muitas vezes eu demoro pra compreender suas idéias, mas tá valendo a pena o investimento!
Bom, neste nosso país onde o primeiro dos 5 ‘Fundamentos da República Federativa do Brasil’ é, pura e simplesmente, A SOBERANIA(e ‘ponto e vírgula’), sem objeto, fica valendo a lógica que “quem pode manda, quem não pode obedece”. O defeito vem de raíz… é de lingüística.
Um país cujo presidente declara que “como cidadão” é contra o aborto porém “como governador” é a favor(como se o Foro Privilegiado ou algo do gênero o concedesse duas identidades), e absurdos deste tipo, necessita urgentemente da força de comunicólogos conscientes, não acha?
“Um mote espontâneo de um grupo de garotos com intenção de defender uma idéia”… Vc não está levando em consideração o fato de que uma idéia defendida por um mote espontâneo não deve se opor às idéias defendidas pelo movimento a que este grupo pretende se unir…
Você disse lá pra cima que “antes dos maconheiros estão as pessoas” e eu acrescento que: antes as pessoas que o contraditório. Concorda?
[Eu e meu pai começamos a comprar o Extra pra ver suas charges; estamos adorando, parabéns!! Incrível conseguir ter uma idéia brilhante, diariamente. Meu pai se pergunta se os leitores deste jornal entendem suas charges com esta complexidade de informações. Ele diz que são de "nível JB" ou classe A. Achei isto ótimo!]
Pra Frente e Avante!
Beijos!!!
Você pode optar Lucilia, e torcer para que todos aqueles a quem são negados os direitos também cumpram seus deveres. Ficou interessante a grafia do seu lema, com responsabilidade e avante entre minúsculas e maiúsculas, repara lá, com grande responsabilidade o avanço é pequeno. Lembrando o assunto que nos trouxe aqui, já imaginou o quanto a irresponsabilidade de alguns, que ousaram dar a cara a tapa ao infringir uma lei ou desacatar uma ordem, colaborou para o avanço da descriminilização da maconha? Muitas vezes as responsabilidades de uns se chocam contra as verdades dos outros, aquela velha história: “Eu só estou cumprindo ordens”, “Eu só estava fazendo o meu trabalho”, “Eu também tenho que sobreviver”… Diria o soldado invasor, o carrasco competente ou um miserável flagrado em delito de subsistência. Primeiro, qual é a ordem? Supondo que se saiba, o segundo passo é mantê-la, ou não? Ordem estabelecida o progresso é finito porque mudar qualquer coisa seria fugir à regra. Dê uma chance ao caos, até porque, em matéria de imparcialidade é ele quem melhor decide as nossas vidas. O Macalé defende mas o autor é outro, o lema foi tirado do discurso positivista de Auguste Comte, que no caso dizia: “O Amor por princípio, a Ordem por base; o Progresso por fim”. Bom pra funcionar esse “amor” deveria ser amor à ordem, daí que o progresso seria o fim, mesmo. Para o bem da civilização as regras são tão indispensáveis quanto o questionamento delas, afinal não é a toa que nem todo mundo quis ser civilizado pelos jesuítas ou pelos americanos… E isso são miudezas se ampliarmos nossa percepção, optar pelo invariável num universo em constante transformação é suicídio. Alguém já disse(Platão?), “O cidadão é o cadáver do indivíduo”, tem sua verdade e por enquanto eu fico com ela. Não que eu não cumpra obrigações civis, também morro disso mas faço questão de ir me debatendo, me resta a ilusão de que não me levarão tão fácil.
Esqueça a propaganda subliminar, imagine-se diante de um pé de maconha dizendo “não” pra ele… Ridículo, não? Ainda mais se ele pudesse te responder: “Mas eu não te perguntei nada!”. Droga também faz bem à saúde, entre o remédio e o veneno o que decide é a dose. Sua crítica do “Just say Know” contradiz sua defesa pela ordem, que também tem natureza estacionária como descrevi antes. Mas no caso era pra funcionar como trocadilho ao slogan oficial brincando com a fonética( say NO - say KNOW). Praboenmepabas. Acaba que demonizando uma coisa por obrigação moral ou legal vc não vai convencer as pessoas que já tem a consciência do contrário. Quem leva à sério sem nenhum questionamento vai adotar a idéia mesmo que sem nenhum fundamento, vai continuar gritando não para um pobre arbusto que não tem nem a chance de correr deste chato, ou seja, burrice. Mas apostar na ignorância é sempre uma barbada. Por tudo isso é que vamos combinar uma concordância, as pessoas são contraditórias.
[ Puxa, senti a responsa, fico feliz e agradecido pelo elogio, mas pode acreditar, só estou fazendo o meu trabalho e também tenho que sobreviver... Manda um abraço pro seu pai e diz pra ele não perder tempo com esta questão, tenho como dever não subestimar nenhum leitor e caso não entendam fui eu quem não acertou. Ele também está correndo este risco, de se perguntar "mas o que é que ele quis dizer com isso?", e não adianta olhar pra mim que as vezes nem eu me entendo. Também não dá pra medir inteligência por status ou classe social, todo tipo de gente pode ler todo tipo de jornal e os ditos classe "A" nem sempre justificam esta excelência toda. No quesito charge em particular, a maioria fica devendo. O "nível JB" eu vou tomar como elogio mas ultimamente equivale a rogar praga, com raríssimas exceções (Fausto, Aldir, Nani...) aquilo não serve nem pra forrar gaiola. Fora que, se eu estivesse lá, certamente teria que arrumar um emprego para pagar minhas contas. Não ia ser tão ótimo... mas mesmo assim obrigado!]
E pro alto(pra ver de cima), pra baixo(quando quiser ir fundo) e pros lados( pra desviar do soco), mas AVANTE!
Beijão.
ae, vocês num acham uma boa marcar um choppinho pra trocar uma idéia, ou até quem sabe uma marola?
Vcs tão desenvolvendo.
Já virou até um documento pra ser anexado isso aqui.
eu gostaria de saber em qual tipo de terra se planta a maconha??
e como se cultiva..