23/05/08
do portal Estadao.com.br
RIO - O medo da polícia fez um rapaz se jogar ao mar, de uma altura de pelo menos 40 metros, na Ponte Rio-Niterói. Sem habilitação, Jorge Luís Nunes dos Santos, de 23 anos, foi em uma moto Pop 100 com a irmã Priscila Nunes dos Santos, de 24 anos, comprar drogas em uma das favelas do Complexo de Manguinhos, na zona norte da capital carioca. Ao sair com a droga, foi perseguido por uma viatura do 22º Batalhão de Polícia Militar.
Em pânico, ele acelerou e entrou pela ponte e na altura do km 329, parou a moto, abandonou a irmã e saltou na Baía de Guanabara. Santos sobreviveu à queda, mas sem saber nadar ficou agarrado a uma pedra e foi resgatado meia hora depois por uma lancha do Grupamento Aeromarítimo da Polícia Militar.
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22/04/08
Atualmente costuma-se considerar o Brasil como sendo um Estado Democrático de Direito. Mas diante dos recentes fatos envolvendo o Coletivo Marcha da Maconha Brasil e indivíduos e instituições que buscam reprimir essa iniciativa devemos nos questionar se essa condição anunciada publicamente na Constituição do país se aplica de forma igualitária para todos os cidadãos e os seus direitos.
Sabemos que fumar, plantar ou portar maconha, mesmo para consumo próprio ainda é crime. Mesmo que, pela nova legislação, para o usuário a pena não seja mais a da restrição de liberdade, continua sendo crime qualquer uma dessas condutas. No entanto, a organização social e política para lutar por mudanças nas leis e políticas públicas que regem tais comportamentos, assim como quaisquer outros que estejam na ilicitude, não é crime e sim um direito. Todo cidadão tem direito a expressar livremente suas opiniões e a dialogar com os legisladores, outras autoridades e com a sociedade em geral para buscar mudanças que considere pertinentes para tornar o Brasil um país melhor.
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21/04/08
O grupo foi flagrado com camisetas e panfletos para uma marcha da maconha, diz polícia.
Eles alegaram que faziam campanha pela legalização das drogas.
Quatro homens e uma mulher foram detidos na madrugada desta segunda-feira (21), em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, suspeitos de apologia às drogas.
Com eles foram apreendidos 1.700 panfletos e 4 camisetas convidando para uma passeata pela legalização da maconha prevista para o dia 4 de maio, informou a polícia.
Ainda de acordo com os policiais, eles foram autuados por associação ao crime. Na delegacia, o grupo alegou que não fazia propaganda do uso da droga, mas pelo pedido de legalização da mesma. Mesmo assim, os cinco foram autuados e liberados em seguida. De acordo com os policiais, a pena pode chegar a 6 meses de prisão.