26/09/08
O Coletivo de Fortaleza da Marcha da Maconha gostaria de agradecer a todos que compareceram hoje à exibição do documentário “Semente da Discórdia”, um curta sobre a proibição da Marcha que seria realizada em Fortaleza, que foi passado no CH2 da UFC.
Agradecemos também a participação do advogado Alexandre Forte, que nos deu um grande apoio na questão da legalidade da marcha, contribuindo com a sua experiência na área e nos mostrando alguns caminhos que podem ser muito úteis para nosso movimento, e de um dos responsáveis pela produção do filme exibido que também colaborou com o nosso debate. É muito animador saber que em meio à repressão da manifestação tenhamos pessoas que estão dispostas a inserir na nossa cidade e no nosso país o debate sobre a elaboração de novas políticas públicas para as drogas.
Segue um texto escrito pelo Alexandre por volta de maio, quando houve a proibição do movimento:
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18/09/08
do Blog do Arnaldo Bloch (publicado no jornal O Globo, 14/09/2008)
Quando se reunir, em março de 2009, em Viena, para a revisão de dez anos da política global de drogas, a ONU vai encarar um dilema: ou admite que a meta de eliminar ou reduzir drasticamente a produção e o consumo, alcançando uma sociedade “livre de drogas” (estabelecida em 1998), fracassou; ou fecha os olhos para a realidade — consumo e produção aumentaram, bem como a violência associada ao tráfico — e mantém a orientação atual, de criminalização do usuário, a reboque da chamada Guerra das Drogas, liderada pelos Estados Unidos. País que, após mais de 30 anos desta política, se vê na condição de primeiro destino de produção de cocaína e um dos líderes de produção de maconha. Estimado em US$ 322 bilhões anuais, o mercado global de drogas mede forças com a indústria farmacêutica e consome ao menos um terço disso nas estratégias de combate.
— O consenso em Washington é de que a política fracassou, mas não se deve mudá-la ou discuti-la. O debate se “macartiza” — alerta o venezuelano Moisés Naim, diretor da revista americana “Foreign Policy” e autor do livro “Ilícito”, traduzido para 18 idiomas. Ele mediou, semana passada, em Bogotá, a segunda reunião da Comissão Latino-Americana Sobre Drogas e Democracia, criada este ano. O grupo, liderado pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, César Gavíria (Colômbia) e Ernesto Zedillo (México), e composto por membros da sociedade civil, tem por meta apresentar um relatório alternativo.
— O fracasso é inequívoco, a despeito dos enormes custos humanos e financeiros. Estimular novas percepções e atitudes em relação a um tema tão cercado de tabus é um desafio social e cultural de grande magnitude — avalia Fernando Henrique, fundador da comissão. O cientista político holandês Martin Jelsma, do Transnational Institute (TNI), dá uma idéia das dificuldades a serem enfrentadas:
— O relatório preliminar da ONU já esconde as falhas atrás de uma má lição de História: em vez de analisar as metas de dez anos, volta cem anos no tempo e compara a produção de ópio na China no início do século XX com a atual.
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06/09/08
Salve salve companheiros,
O coletivo ‘Marcha da Maconha - Fortaleza’ estará iniciando as atividades para a marcha da maconha de 2009 com a apresentação do filme “Grass”. Um documentário histórico sobre a guerra contra o uso da Cannabis.
Das primeiras décadas do século 20 até hoje, inúmeros mitos foram criados, milhares de pessoas acabaram presas, e bilhões de dólares foram gastos em uma verdadeira cruzada que, como revela este filme, ainda está longe de inibir o consumo da droga. Seguido de um debate sobre o mesmo. Leia mais…