01/09/08
do jornal A Cidade
O canabidiol, nome de uma substância isolada da maconha (cannabis sativa) demonstrou funcionar eficientemente no controle da ansiedade em geral e da ansiedade patológica, tanto em animais como em seres humanos. A informação foi confirmada pelo grupo de pesquisadores da USP de Ribeirão Preto, que lidera mundialmente as investigações com o uso medicinal do canabidiol em transtornos psiquiátricos. A mesma substância demonstrou controlar também distúrbios psicóticos.
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02/07/08
do fórum Marcha da Maconha
Vitor Pordeus
Médico pesquisador do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Pró-Cardíaco e do Center for Autoimmune Diseases, Sheba Medical Center, Tel Aviv University, Israel.
“A parte maior de nossa população é mantida numa bruma luminosa de afirmações e superstições antigas, por seus padres, príncipes e donos de terra, que esconde as maquinações dessa gente…
…O nosso recurso novo, a dúvida, encantou o grande público que arrancou os telescópios de nossas mãos e apontou-o para os seus carrascos”
Bertold Brecht em Vida de Galileu.
Pode até ser surpreendente, mas a “satanizada” maconha é um dos mais antigos remédios utilizados pelo homem. Seu cultivo e consumo pela humanidade são tão antigos que torna difícil determinar sua origem exata. O registro mais antigo é de aproximadamente 4000 antes de Cristo na China e sua origem, acredita-se, é na Ásia central. A primeira evidência de sua utilização médica data de 2737 a.C., quando o imperador chinês Shen Nung, também descobridor do chá e da efedrina, descreve as suas propriedades terapêuticas, em um compêndio de ervas medicinais chinesas. Na medicina ocidental, a introdução da erva ocorreu em 1839 e é atribuída a William O’Shaughnessy, médico-cirurgião britânico, que trabalhou na Índia. O Dr. O’Shaughnessy descreve então as propriedade analgésicas, estimuladoras de apetitite, inibidoras de vômito, relaxantes musculares e anticonvulsivantes da cannabis. A partir daí, houve uma importante expansão de sua utilização no império britânico, culminando no ilustre caso da própria Rainha Vitória, que utilizava maconha para o alívio de suas dores menstruais. Em 1854, a maconha é listada na farmacopéia dos Estados Unidos e é vendida livremente nas farmácias do ocidente, permanecendo assim por mais de 100 anos.
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24/06/08
do portal Paraná-Online
A polêmica em torno da legalização da maconha está longe de ser uma unanimidade. Ontem, o debate que abriu a 13.ª Semana Estadual de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas (Previda) mostrou que parte dos especialistas no assunto se posiciona contrária à descriminalização da droga, mesmo com algumas vertentes que salientam as possíveis vantagens que o uso da maconha poderia implicar.
As discussões, que aconteceram no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e contaram com participação de professores, alunos e representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e do Poder Judiciário, abordaram, entre outros aspectos, o uso da droga para fins medicinais.
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